San Sebastián 2026: Conheça os estreantes que prometem incendiar o festival com dramas, estréias e talento global
Billy Lumby, Marlene Emilie Lyngstad e Jaime Lorente entre os destaques da seção New Directors do festival espanhol, com estreia de ‘Florid’ e ‘The Bad Son’
San Sebastián 2026: O festival que eleva vozes desconhecidas ao estrelato
O San Sebastián International Film Festival acaba de revelar sua seleção para a seção New Directors 2026, um berço de talentos que costuma lançar carreiras e revelar obras que marcam a história do cinema contemporâneo. Este ano, a lista — que abrange cineastas da Bulgária ao Japão, passando por México, Noruega e Reino Unido — confirma o festival como um dos mais importantes termômetros do cinema global emergente. Entre os destaques, estão Billy Lumby (vencedor do BAFTA por seu curta Samuel 613), Marlene Emilie Lyngstad (premiada em Cannes com Cute) e Jaime Lorente, conhecido mundialmente por seu papel em La Casa de Papel, que estreia na direção com The Bad Son (El mal hijo).
A seleção, anunciada nesta quarta-feira (30/07), reforça o compromisso do festival em romper barreiras geográficas e estéticas, apresentando narrativas que vão do drama familiar ucraniano (February, Seven Days) ao surrealismo chileno (Erratics), passando por um conto de amizade improvável no México (Morro).
As estreias que prometem definir tendências
Jaime Lorente estreia como diretor: ‘The Bad Son’ abre o festival
O ator espanhol Jaime Lorente (Money Heist, Élite, 30 Coins) estreia na direção com The Bad Son (El mal hijo), selecionado como filme de abertura da seção New Directors. A trama acompanha um pai e seu filho em uma relação tóxica, com elenco que inclui Miguel Ángel Puro (El Ministerio del Tiempo) e Susi Sánchez (Dolor y gloria).
Por que isso importa: > "A estreia de Lorente não é apenas um marco pessoal, mas uma prova de que o cinema espanhol está cada vez mais aberto a diversificar suas vozes. Se o filme entregar, pode abrir portas para que outros atores — especialmente aqueles formados em séries de sucesso — explorem a direção com legitimidade."
Contexto: Lorente faz parte de uma nova geração de atores espanhóis que transitam entre TV e cinema, como Úrsula Corberó (Money Heist) e Ester Expósito (Veneno), que também já expressaram interesse em dirigir. Sua estreia será assistida de perto por produtores e distribuidores europeus.
O que acompanhar: Se The Bad Son ganhar prêmios ou menções na seção, poderá garantir distribuição internacional e chamar atenção para o cinema espanhol pós-Money Heist.
Billy Lumby leva ‘Florid’ para fechar o festival
O britânico-sueco Billy Lumby — cujo curta Samuel 613 foi indicado ao BAFTA em 2025 — apresenta Florid, seu primeiro longa-metragem, como filme de encerramento da New Directors. A obra, uma mistura de drama e surrealismo, tem no elenco Jonathan Jules (Top Boy), Saskia Chana e Unknown T, e promete explorar temas como identidade e isolamento em um estilo visualmente ousado.
Contexto: Lumby já vem se destacando no circuito europeu de curtas, com um estilo que lembra Lynch e Denis Villeneuve, mas com um olhar contemporâneo. Seu curta Florid (que deu nome ao longa) ganhou prêmios em festivais como Cannes e Berlim, sinalizando que seu longa pode ser um dos destaques do ano.
Impacto para os fãs: Se Florid for bem recebido, Lumby poderá se tornar um nome recorrente em listas de diretores a acompanhar, especialmente entre amantes do cinema autoral com pitadas de mistério.
Marlene Emilie Lyngstad: A norueguesa que conquistou Cannes
A dinamarquesa-norueguesa Marlene Emilie Lyngstad já havia feito barulho com seu curta Cute, que ganhou o Nordic Talents Prize em Cannes 2025. Agora, ela volta ao festival espanhol com seu primeiro longa, Cute, uma história sobre relações familiares e expectativas sociais, com elenco incluindo Jan Gunnar Røise (Kon-Tiki) e Gina Jaqueline.
Dado factual: Lyngstad e o produtor dinamarquês Carl Olsbæk Adelkilde também ganharam o La Cinef Prize em Cannes com o curta Norwegian Offspring (2024), consolidando-os como um dos pares de cineastas mais promissores da Escandinávia.
Análise: Seu estilo, que mescla realismo cru com toques de fantasia, tem sido comparado a diretores como Lukas Moodysson e Andrea Arnold, mas com uma voz própria que dialoga com as tensões sociais da Europa atual.
O que acompanhar: Se Cute receber elogios na crítica ou prêmios, Lyngstad poderá ser a próxima grande revelação nórdica, ao lado de nomes como Joachim Trier ou Janus Metz.
Outros destaques da seleção que não podem ser ignorados
Ayana Nurdinova (Cazaquistão): ‘Mugalim’
A cineasta cazaque Ayana Nurdinova estreia com Mugalim, um drama que explora as tensões culturais entre tradição e modernidade na Ásia Central. Com elenco local e produção conjunta entre Kazakh Cinema e Art East Films, o filme já chama atenção pelo realismo social e pela abordagem de temas como migração e identidade.
Por que importa: O cinema cazaque vem ganhando tração internacional, especialmente após o sucesso de The Owners (2023) no circuito de festivais. Mugalim pode ser o próximo passo para levar o cinema da Ásia Central a um público global.
Rodrigo García Saiz (México): ‘Morro’
O mexicano Rodrigo García Saiz apresenta Morro, uma história de perda e amizade improvável em uma cidade pequena do México. Com Gustavo Sánchez Parra (Narcos: México) no elenco, o filme promete um drama íntimo e emocional, típico do melhor cinema latino-americano contemporâneo.
Contexto: O cinema mexicano tem se destacado recentemente com diretores como Michel Franco (New Order) e Fernando Frías (Ya no estoy aquí), e Morro pode se somar a essa leva de obras que exploram as complexidades sociais do país.
Tatjana Moutchnik (Alemanha/Áustria/Espanha): ‘February, Seven Days’
A alemã Tatjana Moutchnik traz February, Seven Days (Sieben Tage Februar), um drama familiar que se passa na véspera da invasão russa à Ucrânia. Com elenco ucraniano e alemão, o filme promete uma reflexão urgente sobre trauma e resiliência em tempos de guerra.
Impacto: Em um ano em que a guerra na Ucrânia segue dominando as manchetes, obras como essa são essenciais para manter viva a discussão sobre conflitos humanitários e suas consequências. Se bem executado, pode ser um dos filmes mais impactantes do festival.
O que esperar da New Directors 2026?
A seção New Directors do San Sebastián sempre foi um termômetro do cinema global, revelando nomes que depois se tornam referências como Alfonso Cuarón (Sólo con tu pareja, 1991) ou Pablo Larraín (Fuga, 2006). Em 2026, a lista reflete três tendências claras:
- Diversidade geográfica: Pela primeira vez em anos, países como Cazaquistão, Bulgária e Taiwan têm representação significativa, sinalizando uma globalização do cinema autoral.
- Mulheres na direção: Das 15 obras selecionadas, 4 são dirigidas por mulheres (Lyngstad, Nurdinova, Moutchnik e a taiwanesa Lu Po-Shun), um número acima da média dos festivais europeus.
- Transição de atores para diretores: Além de Lorente, nomes como Úrsula Corberó (que já dirigiu episódios de Snatch) e Ester Expósito (que filmou um curta em 2025) vêm ganhando espaço, refletindo uma nova onda de atores-cineastas.
Rumores e especulações: - Há expectativa de que alguns destes filmes sejam pré-vendidos para plataformas como Netflix ou MUBI durante o festival, especialmente Florid e Cute, que já têm apelo comercial. - O prêmio de melhor diretor na New Directors costuma ser um trampolim para orçamentos maiores em próximos projetos. Em 2025, o vencedor foi Coralie Fargeat (The Substance), que depois assinou com a A24 para seu próximo longa.
Como acompanhar o San Sebastián 2026?
- Data do festival: 18 a 26 de setembro de 2026.
- Onde assistir: Alguns filmes da New Directors podem ser vistos em pré-estreias exclusivas em plataformas como Filmin ou MUBI, dependendo de acordos pós-festival.
- Perfis para seguir:
- - @sansebastianfestival (oficial)
- - @billylumby (diretor de Florid)
- - @marleneemilielyngstad (diretora de Cute)
- - @jaimelorente (ator e diretor de The Bad Son)
Dica de ouro: Se você é fã de cinema autoral e gosta de descobrir novos talentos, monitore as críticas no site do festival logo após as exibições. Muitos diretores desta seção acabam assinando com agentes internacionais nas semanas seguintes.
Conclusão: Um festival para celebrar o futuro do cinema
A seleção da New Directors 2026 do San Sebastián não é apenas uma lista de estreantes — é um retrato das ansiedades e esperanças do cinema contemporâneo. De dramas familiares ucranianos a contos surrealistas britânicos, passando por experiências visuais nórdicas, cada filme carrega uma voz única que merece ser ouvida.
Para os fãs: Este é o momento de marcar na agenda as estreias de Billy Lumby, Marlene Emilie Lyngstad e Jaime Lorente, além de explorar nomes como Ayana Nurdinova e Tatjana Moutchnik, que podem se tornar os novos ícones do cinema global.
Para os profissionais da indústria: Fiquem de olho nos prêmios e acordos de distribuição, pois esta edição promete ser uma das mais competitivas dos últimos anos. E, claro, não percam as exibições ao vivo — afinal, é assim que nascem os mitos do cinema.
O San Sebastián 2026 já nasce histórico. E você, qual filme da New Directors está ansioso para assistir?

Fonte original: variety.com