Gunship reimagina 'Time After Time' de Cyndi Lauper em videoclipe de horror com direção de Corin Hardy
Synthwave trio Gunship lança videoclipe exclusivo para sua versão de 'Time After Time' (Cyndi Lauper), integrando cenas inéditas do filme 'Whistle' (2026), do d
Gunship ressuscita um clássico: como uma canção pop dos anos 80 se tornou a alma do novo horror de Hardy
A música que salvou uma cena perdida — e virou videoclipe
O trio britânico Gunship não brinca em serviço quando o assunto é reviver canções pop em versões synthwave, mas desta vez eles levaram a arte a outro patamar: junto ao diretor Corin Hardy (The Nun), eles transformaram sua versão de "Time After Time", de Cyndi Lauper, em um videoclipe exclusivo que expande o universo do filme de horror "Whistle" (2026). Lançado nesta terça-feira (29), o clipe utiliza cenas inéditas do longa-metragem, descartadas na edição final, para criar uma narrativa paralela que homenageia — e intensifica — a estética noir dos anos 80 que Hardy tanto admira.
"Eu queria que *Whistle* fosse um filme de horror que eu pudesse ter assistido naquela época, junto com *A Nightmare on Elm Street*, *The Lost Boys* e *The Breakfast Club* — obras imersas em angústia adolescente e sentimentos exagerados. A música sempre foi fundamental para construir a magia desses mundos."** > — Corin Hardy, diretor de *Whistle*
Hardy não exagera: a trilha sonora é um personagem crucial em seu filme. Por isso, quando a canção de Lauper — originalmente lançada em 1984 — foi selecionada para integrar a trilha sonora oficial (Whistle OST), o diretor já tinha em mente um colaborador perfeito para dar vida à faixa: Gunship, conhecido por suas releituras eletrônicas e atmosféricas de sucessos pop. O resultado? Um videoclipe que não é apenas um complemento, mas uma obra de arte independente, capaz de emocionar fãs da música e do cinema de horror.
Por que isso importa: quando o cinema e a música se encontram para criar algo maior
A parceria entre Gunship e Corin Hardy não é apenas mais uma colaboração entre artistas. É um exemplo raro de como a música pode restaurar o que foi cortado em um filme, transformando uma cena descartada em uma experiência visual e sonora memorável. A decisão de usar o videoclipe como uma extensão do universo de Whistle prova que, no cinema moderno, a narrativa não precisa (e não deve) terminar na tela.
Fato: O videoclipe foi dirigido por Corin Hardy, que também dirigiu Whistle. As cenas usadas foram descartadas na edição final do filme, mas a equipe de Gunship sugeriu transformá-las em um clipe.
Análise: Essa abordagem redefine o papel da trilha sonora no cinema contemporâneo. Em uma era onde os lançamentos de filmes são cada vez mais fragmentados (lançamentos em plataformas, edições estendidas, conteúdo extra), uma trilha sonora que ganha vida própria — seja em videoclipes, séries ou até jogos — pode se tornar um ativo valioso para a franquia, atraindo novos públicos e fidelizando os já existentes.
O que acompanhar: - "Whistle" está disponível no Shudder e em plataformas de VOD desde julho de 2026. - O videoclipe de Gunship já está no YouTube e em todas as plataformas de streaming de música. - A trilha sonora oficial (Whistle OST) pode ser encontrada em serviços como Spotify, Apple Music e Deezer.
O filme que inspirou tudo: Whistle e sua conexão com os clássicos do horror dos anos 80
Lançado em maio de 2026, Whistle é um filme de horror sobrenatural que mistura elementos do folclore azteca com uma trama adolescente inspirada nos dramas de angústia da década de 1980. A história segue um grupo de jovens que descobre que um apito da morte azteca está sendo usado para matar pessoas em uma cidade pequena — e eles são os próximos alvos.
Destaques do elenco: - Dafne Keen (Logan, His Dark Materials) como a protagonista Mia. - Sophie Nélisse (The Book Thief, The New Mutants) como a irmãzinha de Mia, Riley. - Nick Frost (Shaun of the Dead) no papel do xerife local. - Percy Hynes White (X-Men '97, The School for Good and Evil) como um dos jovens ameaçados.
A direção de Hardy é visualmente impactante, com uma paleta de cores que remete aos filmes de terror daqueles anos — tons de azul neon, vermelho sangue e preto profundo — e uma trilha sonora que não apenas acompanha, mas conduz a emoção das cenas. É nesse contexto que a versão de Gunship para "Time After Time" se encaixa perfeitamente: uma canção que já era um hino de esperança e nostalgia ganha uma nova camada de melancolia e suspense, ideal para o clima de Whistle.
"Gunship tem esse som único, de coração exposto, que encaixou perfeitamente em um momento-chave do filme. Quando ouvimos a canção pela primeira vez, soubemos que era a escolha certa. E agora, transformar essas cenas descartadas em um videoclipe é como dar um presente aos fãs — uma forma de reviver a magia do filme de uma maneira diferente."** > — Dan, Al & Al (integrantes do Gunship)
A canção que sobreviveu ao tempo: Cyndi Lauper, Gunship e a reinvenção de um clássico
"Time After Time" foi lançada originalmente em 1984 como o segundo single do álbum She’s So Unusual, de Cyndi Lauper. Composta por Lauper e Rob Hyman (do The Hooters), a música rapidamente se tornou um hino pop, alcançando o #1 na Billboard Hot 100 e sendo regravada por dezenas de artistas ao longo dos anos.
Curiosidade: - A canção foi inspirada por um sonho que Lauper teve sobre um relacionamento que não deu certo. - Ela se tornou um símbolo de resiliência e esperança, temas que também permeiam Whistle, ainda que em um contexto de horror.
Gunship, por sua vez, é um projeto criado por Dan Haigh, Alex Gingell e Lewis Jankel (mais conhecido como Kavinsky, produtor francês que faleceu em julho de 2026). O trio é conhecido por suas releituras eletrônicas de canções pop, como "West End Girls" (Pet Shop Boys) e "Atmosphere" (The Cure), sempre com um toque synthwave e cinematográfico. Sua versão de "Time After Time" não é uma simples cover: é uma reinterpretação sombria, com sintetizadores pulsantes e vocais que soam como um suspiro do além — algo que combina com o tom de Whistle.
Impacto para os fãs: mais do que um clipe, uma experiência imersiva
Para os fãs de Gunship, o videoclipe é uma celebração. A banda já é cultuada por sua capacidade de unir música e cinema em seus trabalhos, como no álbum Gunship (2015) e Gunship II (2018), que trouxeram colaborações com artistas como Ø [Ed Banger], Kat Von D e The Heavy. Agora, com a parceria em Whistle, eles mostram que seu som não é apenas para ouvir — é para sentir.
Para os fãs de Cyndi Lauper, é uma chance de ver a canção ganhar uma nova vida, longe das rádios pop e dentro de um universo de horror. Lauper, que já se mostrou aberta a colaborações inusitadas (como sua participação em The Muppets em 2014), certamente apreciaria essa homenagem.
E para os fãs de Corin Hardy, é uma forma de completar a experiência de Whistle. O diretor já é conhecido por seu trabalho em The Nun (2018) e Wicker Park (2004), mas Whistle marca sua estreia em um terror com elementos sobrenaturais e folclóricos, algo que promete atrair tanto os amantes do gênero quanto os curiosos.
O que vem por aí?
Com o lançamento do videoclipe e a repercussão positiva da trilha sonora, algumas possibilidades surgem no horizonte:
- Uma edição estendida de Whistle:
- Hardy já mencionou em entrevistas que gostaria de lançar uma versão com cenas deletadas e material extra. O videoclipe de Gunship pode ser o primeiro passo para isso.
- Mais colaborações entre Gunship e o cinema:
- O trio já trabalhou em trilhas sonoras para jogos como Watch Dogs: Legion (2020) e Cyberpunk 2077 (2020). Se essa parceria com Hardy der certo, pode abrir portas para novos projetos.
- Uma turnê de Whistle OST:
- Não seria surpreendente ver Gunship se apresentando ao vivo com uma experiência audiovisual baseada na trilha do filme, em festivais de cinema ou eventos de música eletrônica.
- Recepção da crítica e do público:
- Até agora, Whistle tem recebido críticas majoritariamente positivas, com elogios à direção de Hardy, à atuação de Dafne Keen e à trilha sonora. Se o videoclipe ajudar a impulsionar o interesse no filme, pode gerar mais discussões e até mesmo indicá-lo para prêmios de composição musical em cinema.
Como mergulhar de cabeça no universo de Whistle e Gunship
Se você ficou curioso para explorar mais, aqui vão algumas dicas:
- Assista ao filme:
- Whistle está disponível no Shudder (plataforma de horror) e em serviços de VOD como Amazon Prime Video e Apple TV. Se você gosta de terror com toques de folclore e nostalgia dos anos 80, este é um lançamento obrigatório.
- Ouça a trilha sonora:
- A Whistle OST está no Spotify, Apple Music e Deezer. Não deixe de conferir as faixas de Gunship, mas também as contribuições de outros artistas que fizeram parte do projeto, como Perturbator e Carpenter Brut.
- Assista ao videoclipe:
- O clipe de Gunship para "Time After Time" está no YouTube e pode ser encontrado com uma busca simples. Prepare-se para uma experiência hipnótica e arrepiante.
- Siga os artistas nas redes:
- - Gunship: Instagram | Twitter
- - Corin Hardy: Instagram | Site oficial
- - Cyndi Lauper: Instagram | Site oficial
O futuro da música no cinema: uma lição de Whistle
O caso de Whistle e Gunship reforça uma tendência que vem ganhando força no cinema: a música como narrativa expandida. Em um mundo onde os fãs consomem conteúdo em múltiplas plataformas, uma canção pode se tornar tão importante quanto o próprio filme. Isso abre portas para novas colaborações entre músicos, diretores e estúdios, criando experiências transmedia que vão além da tela.
Além disso, projetos como este mostram que o horror dos anos 80 ainda tem muito a oferecer. Com sua estética neon, sintetizadores e histórias de angústia adolescente, o gênero vive um renascimento, atraindo tanto os saudosistas quanto os novos fãs.
Se você é um desses fãs, prepare-se: Whistle pode ser apenas o começo. Com a trilha sonora de Gunship e a direção de Corin Hardy, o horror moderno acaba de ganhar uma nova alma musical.
E você, já assistiu a Whistle? O que achou da versão de Gunship para "Time After Time"?
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Fonte original: variety.com