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Gears of War: E-Day revive a fórmula vencedora do multiplayer em preview exclusivo

O novo prequel da franquia Gears of War chega em outubro com Horde Siege expandido, 12 jogadores e uma volta ao estilo visceral que consagrou a série.

Gears de volta: The Coalition prova que a fórmula do multiplayer não precisa de reinvenções radicais

Sete anos podem ser uma eternidade no mundo dos games, mas para a franquia Gears of War, o tempo parece não ter passado. Em um preview exclusivo de Gears of War: E-Day — o prequel que chega em 6 de outubro para PC e Xbox Series X — a desenvolvedora The Coalition não só manteve intacta a essência da série, como a expandiu de forma inteligente. E não, não estamos falando de inovações revolucionárias: estamos falando de um Horde Siege que, décadas depois, ainda sabe como fazer barulho.

Se você cresceu nos anos 2000, Gears of War não precisa de apresentações. Com sua mistura de machismo, viscera e personagens hiper-musculares, a série se tornou um marco dos shooters third-person, popularizando o modo Horde — aquele PvE em que você e seus amigos enfrentam ondas cada vez mais caóticas de inimigos. Agora, com E-Day, a franquia volta às origens, mas com um toque moderno: 12 jogadores divididos em três squads de quatro, missões com objetivos dinâmicos e uma dose generosa de caos controlado.

O que foi mostrado: Horde Siege, a evolução (sutil) de uma fórmula consagrada

Durante três horas de gameplay no Xbox Series X, o foco foi exclusivamente no modo Horde Siege, a versão atualizada do Horde clássico. A principal mudança? Escala. Agora, as partidas suportam até 12 jogadores, divididos em três equipes de quatro, cada uma com objetivos distintos em missões como Blitz (objetivos rápidos e extração) e Siege (defesa de áreas com mais complexidade). Há também o Horde puro, onde o objetivo é simplesmente sobreviver o máximo possível.

A primeira impressão é de que nada mudou — e isso é bom. A física pesada dos pulos, o deslizar desajeitado sobre a cobertura (como se você estivesse carregando um tanque nas costas) e a sensação de impacto ao atirar permanecem intactos. É o peso característico de Gears, aquele que fez com que os personagens parecessem tão poderosos — e tão ridículos em sua hiper-masculinidade.

Golden Quarter: um mapa que conta uma história (mesmo sem querer)

O único mapa disponível no preview foi Golden Quarter, uma cidade inspirada na arquitetura européia, com ruas largas ladeadas por prédios neoclássicos, praças e padarias. A ironia não passa despercebida: o cenário é deslumbrante, mas o objetivo é destruir tudo o que os Locust deixaram para trás. A cidade, que já foi um símbolo de civilização, agora é um campo de batalha.

O mapa é imenso, mas a jogabilidade obriga você a se mover constantemente. Missões como defender esta área ou rastrear um alvo de alto perfil forçam os jogadores a explorar cantos que, em outros jogos, seriam meros detalhes de ambientação. E, claro, há os eventos aleatórios: um corpser (uma aranha gigante de 11 metros) pode aparecer do nada, transformando uma partida pacífica em um tiroteio caótico. Em outra ocasião, um esquadrão teve que perseguir um high profile target, levando o time a becos estreitos e ruínas que, em um jogo menos tático, seriam ignorados.

Classes e personalização: o Gears que você conhece, só mais evoluído

Se o modo Horde Siege é a evolução da jogabilidade, as classes são a evolução do customization. São quatro classes disponíveis, cada uma com 30 níveis de progressão:

  • Assault: o canivete suíço, equilibrado e ideal para quem gosta do estilo Marcus Fenix.
  • Breacher: especialista em combate corpo a corpo, perfeito para quem gosta de facas e escudos.
  • Marksman: começa com o Longshot (a melhor arma de Gears, segundo o autor do preview — e, sim, isso é uma discussão válida).
  • Medic: carrega uma SMG de disparo rápido e um dispositivo de cura em área.

A cada nível, os jogadores desbloqueiam novas armas, perks e habilidades, permitindo criar builds tão variadas quanto os estilos de jogo. Além disso, durante as partidas, é possível comprar novos equipamentos em máquinas espalhadas pelo mapa. A sensação é de que, mesmo com 12 jogadores, o jogo mantém a coesão de um esquadrão de quatro — até o momento em que o caos toma conta, claro.

Por que isso importa

"Gears of War sempre foi sobre uma coisa: imersão. Não importa se é um prequel, um remake ou um spin-off: quando você pega uma arma em *Gears*, você sente o peso do mundo. *E-Day* não reinventa a roda, mas prova que, às vezes, o melhor é manter o que funciona. A franquia pode não ter a inovação de *Helldivers 2* ou a narrativa de *The Last of Us*, mas tem algo que poucos jogos conseguem: uma identidade tão forte que, mesmo após sete anos, ainda faz você se sentir em casa."

O que falta saber: narrativa, multiplayer competitivo e o futuro de Kate Diaz

O preview não abordou dois pontos cruciais: o multiplayer competitivo (aquele PvP tradicional) e a campanha solo de E-Day. Dado que o foco foi no Horde Siege, é compreensível, mas deixa perguntas em aberto. Afinal, Gears 5 terminou com um cliffhanger envolvendo Kate Diaz — será que E-Day adiaria ainda mais o próximo capítulo da história?

Além disso, a campanha solo promete explorar o E-Day propriamente dito: aquele dia em que os Locust emergiram do subsolo e dizimaram 25% da população humana de Sera. Será que o jogo conseguirá dar contexto àquele evento cataclísmico, ou vai se contentar em ser uma aventura de ação sem muita profundidade narrativa?

O legado de Gears e o que esperar em outubro

Gears of War não é um jogo perfeito. Sua estética hiper-masculina, seus diálogos exagerados e até mesmo sua física questionável já foram alvo de críticas (e memes). Mas, ao mesmo tempo, a franquia sempre soube o que era: um shooter visceral, caótico e extremamente satisfatório, onde derrubar um Locust com um tiro certeiro na cabeça é um dos prazeres mais simples — e puramente humanos — que um game pode oferecer.

Com E-Day, The Coalition não está tentando inovar. Está tentando lembrar os fãs por que eles amaram Gears em primeiro lugar — e, até agora, parece estar cumprindo a missão com louvor.

Datas e detalhes finais

  • Lançamento: 6 de outubro de 2026 (PC e Xbox Series X).
  • Early Access: até cinco dias antes do lançamento oficial.
  • Plataformas: PC (Steam e Microsoft Store) e Xbox Series X|S.
  • Modo foco: Horde Siege (12 jogadores, três squads).

O que os fãs devem acompanhar

  1. Primeiro hands-on da campanha solo: Até agora, só vimos o multiplayer. Como será a narrativa de E-Day? Será que o jogo consegue justificar sua existência como prequel, ou vai se perder em clichês de ação?
  1. Multiplayer competitivo: O preview não abordou o PvP. Será que E-Day trará novidades para o modo Versus, ou vai manter a fórmula antiga?
  1. Reações dos fãs: Gears tem uma comunidade feroz, especialmente os fãs do modo Horde. Como eles vão reagir à escala maior e aos novos elementos de jogabilidade?
  1. DLCs e updates pós-lançamento: Com Golden Quarter como único mapa no preview, fica claro que o jogo dependerá de atualizações sazonais para manter o interesse. Quais serão os próximos mapas?

Conclusão: Gears não morreu, só hibernou

Em uma indústria que muda a cada dia, é raro encontrar uma franquia que consegue se manter relevante — e fiel a si mesma — por duas décadas. Gears of War: E-Day não é um reinício, não é uma reinvenção. É um lembrete de que, às vezes, o melhor é o que já conhecemos.

Se você é fã da série, prepare-se para outubro: a volta dos Locust está chegando, e eles não vieram em paz. Se você nunca jogou Gears, E-Day pode não ser o melhor ponto de entrada — mas, com certeza, é uma ótima chance de entender por que a franquia tem tantos defensores ferrenhos.

E, acima de tudo, prepare-se para atirar. Porque em Gears of War, não tem nada que uma boa Lancer não resolva.

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Fonte original: www.polygon.com

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