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Festival de Busan 2026: Tributo histórico a Ahn Sung-ki e Tailândia como 'País de Honra' redefinem o maior evento de cinema da Ásia

O 31º Festival de Busan homenageia o lendário ator Ahn Sung-ki com retrospectiva inédita e elege a Tailândia como o primeiro 'País de Honra' do ACFM.

O adeus definitivo a uma lenda: A retrospectiva de Ahn Sung-ki — imagem relacionada
O adeus definitivo a uma lenda: A retrospectiva de Ahn Sung-ki — imagem relacionada
Tailândia assume os holofotes no mercado de coprodução — imagem relacionada
Tailândia assume os holofotes no mercado de coprodução — imagem relacionada
O que esperar de Busan 2026 — imagem relacionada
O que esperar de Busan 2026 — imagem relacionada

O prestigiado Festival Internacional de Cinema de Busan (BIFF) acaba de revelar os pilares de sua 31ª edição, consolidando-se mais uma vez como o coração pulsante do cinema asiático. Em um anúncio que mistura profunda reverência histórica e estratégia de mercado, a organização do festival confirmou uma retrospectiva emocionante dedicada ao falecido ícone do cinema sul-coreano, Ahn Sung-ki, além de nomear a Tailândia como o primeiríssimo "País de Honra" de seu braço de negócios, o Asian Contents & Film Market (ACFM).

Os anúncios chegam em um momento de transição e celebração para a indústria asiática. O festival, que acontece de 6 a 15 de outubro de 2026, promete atrair os principais nomes do audiovisual global para a Coreia do Sul, enquanto o mercado de coprodução (ACFM) se estende de 10 a 13 de outubro.

O adeus definitivo a uma lenda: A retrospectiva de Ahn Sung-ki

O adeus definitivo a uma lenda: A retrospectiva de Ahn Sung-ki — imagem relacionada
O adeus definitivo a uma lenda: A retrospectiva de Ahn Sung-ki — imagem relacionada

Intitulada "Those Beautiful Years, Ahn Sung-ki" (Aqueles Anos Belos, Ahn Sung-ki), a mostra especial servirá como o tributo final e definitivo ao ator, que faleceu no início deste ano após uma batalha contra o câncer. O mais emocionante é que a seleção de filmes não foi feita por curadores externos, mas pelo próprio Ahn Sung-ki, que escolheu a dedo as seis obras que melhor representam o ápice de sua carreira entre as décadas de 1980 e 1990.

Ahn Sung-ki teve uma carreira monumental que se estendeu por quase sete décadas. Ele começou como ator mirim em 1957 e cresceu junto com a própria história moderna da Coreia do Sul, tornando-se carinhosamente conhecido como "o ator do povo". Além de suas contribuições nas telas, ele foi um embaixador da boa vontade da UNICEF e membro ativo do comitê do BIFF por muitos anos.

Os seis títulos selecionados para a retrospectiva são marcos do cinema sul-coreano: 1. A Fine, Windy Day (1980) – Dirigido por Lee Jang-ho, um retrato realista da juventude marginalizada na Seul em rápido crescimento. 2. Whale Hunting (1984) – Clássico de Bae Chang-ho que mistura road movie e comédia dramática. 3. Chil-su and Man-su (1988) – Obra-prima de Park Kwang-su que critica abertamente as disparidades sociais da época. 4. Gagman (1989) – A estreia na direção do aclamado Lee Myung-se, uma comédia estilizada e metalinguística. 5. White Badge (1992) – Dirigido por Chung Ji-young, um olhar doloroso sobre os traumas dos soldados coreanos na Guerra do Vietnã. 6. Festival (1996) – Dirigido pelo mestre Im Kwon-taek, que aborda os rituais de luto e dinâmicas familiares com sensibilidade.

Cada exibição contará com a presença de convidados de honra, incluindo os diretores Lee Jang-ho, Bae Chang-ho e Chung Jiyoung, além das atrizes Kim Bo-Yeon e Bae Jong-ok, que compartilharão memórias de bastidores com o público. Para complementar o tributo, o BIFF, em parceria com o Korean Film Archive (KOFA), publicará um livro de ensaios críticos analisando o impacto cultural e o estilo de atuação de Ahn.

Tailândia assume os holofotes no mercado de coprodução

Tailândia assume os holofotes no mercado de coprodução — imagem relacionada
Tailândia assume os holofotes no mercado de coprodução — imagem relacionada

Se a mostra de Ahn Sung-ki olha para o passado glorioso, a escolha da Tailândia como o primeiro "País de Honra" do Asian Contents & Film Market (ACFM) mira diretamente no futuro comercial da região. Esta é uma iniciativa inédita do mercado de Busan, desenhada para celebrar parcerias bilaterais profundas e destacar territórios que estão moldando o audiovisual contemporâneo.

A escolha da Tailândia não é por acaso. O país do Sudeste Asiático tem se tornado um dos hubs de produção mais atraentes do mundo. Somente no ano passado, mais de 540 produções estrangeiras (entre filmes, séries e programas de TV) foram filmadas em solo tailandês, atraídas por uma infraestrutura robusta de pós-produção e, principalmente, por políticas governamentais agressivas, que incluem reembolsos em dinheiro (cash rebates) de até 30% para projetos elegíveis.

Além do fator econômico, a relação artística entre o Festival de Busan e o cinema tailandês é histórica. Diretores consagrados como Pen-ek Ratanaruang (que teve seu filme "Ploy" selecionado para o Pusan Promotion Plan em 2006) e Aditya Assarat (vencedor do cobiçado prêmio New Currents em 2007 com "Wonderful Town") pavimentaram o caminho para essa aliança.

Chookiat Sakveerakul, presidente da Associação de Diretores de Cinema da Tailândia, expressou o entusiasmo da indústria local: "A Tailândia está profundamente honrada em ser nomeada o primeiro País de Honra no ACFM 2026. Esta parceria abrirá novas portas para que os filmes e conteúdos tailandeses alcancem públicos internacionais ainda maiores, ao mesmo tempo em que fortalece a colaboração entre a Tailândia, a Coreia do Sul e parceiros de toda a indústria global."

**Por que isso importa** > O Festival de Busan não é apenas uma vitrine de exibição artística; ele funciona como o termômetro geopolítico e econômico do audiovisual na Ásia. Ao homenagear Ahn Sung-ki, o BIFF preserva a memória fundacional do "Renascimento do Cinema Coreano" das décadas de 1980 e 1990, um período que definiu a identidade cultural do país antes da onda Hallyu explodir globalmente. Paralelamente, ao coroar a Tailândia como País de Honra, o festival valida a descentralização da produção de conteúdo na Ásia, reconhecendo o Sudeste Asiático não apenas como cenário exótico de filmagem, mas como um polo criativo e financeiro de primeira linha.

O que esperar de Busan 2026

O que esperar de Busan 2026 — imagem relacionada
O que esperar de Busan 2026 — imagem relacionada

Para os cinéfilos e profissionais da indústria, a 31ª edição do BIFF promete ser histórica. A combinação de nostalgia e inovação comercial mostra que o festival compreende seu papel duplo: honrar os gigantes que construíram as bases da indústria local enquanto fomenta as pontes financeiras necessárias para que novas vozes asiáticas ganhem o mundo.

A cobertura completa do Festival de Busan 2026, com críticas dos filmes exibidos, entrevistas exclusivas com os realizadores e os principais anúncios de mercado do ACFM, você poderá acompanhar aqui no Mochiflux a partir de outubro. Fique atento para descobrir quais serão as próximas obras-primas que definirão o cinema global nos próximos anos.

Fonte original: variety.com

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