Evan Rachel Wood chora exclusão de 'Practical Magic 2': 'Triste não poder reviver as irmãs Owens'
Atriz, que foi Kylie Owens em 1998, critica recast de Joey King e diz que decisão da Warner desrespeitou legado da franquia.
Evan Rachel Wood chora exclusão de 'Practical Magic 2': 'Triste não poder reviver as irmãs Owens'
A magia de 1998 que não pôde se repetir
Quem assistiu Practical Magic em 1998 guardou na memória não apenas as bruxas Owens, interpretadas por Sandra Bullock e Nicole Kidman, mas também as suas filhas adolescentes, Kylie e Antonia, vividas por Evan Rachel Wood e Alexandra Artrip. Três décadas depois, Wood abriu o coração em entrevista à Entertainment Tonight e confessou sua decepção ao não ser chamada de volta para Practical Magic 2, previsto para estrear em 11 de setembro de 2026. "É triste, porque nós nos conectamos tanto com aquele elenco quando éramos crianças, e perder a oportunidade de olhar para aquele elenco e para aquela casa como adultas, vendo a história nos nossos olhos, é algo que não pode ser forjado", declarou a atriz, que na época tinha apenas 11 anos.
A decisão da Warner Bros. de substituir Wood e Artrip por Joey King e Maisie Williams — respectivamente — não apenas apagou parte da nostalgia dos fãs, mas também levantou questões sobre como as franquias revisitam seus ícones. Wood não escondeu sua frustração: "Eu ofereci meus serviços, até mesmo uma cena ou uma fala. Me disseram que estavam refazendo o elenco. Sinto muito decepcionar os fãs. Não estava no meu controle nem na minha escolha. Eu teria voltado feliz com minhas irmãs".
O peso do legado e a quebra do contrato emocional
Practical Magic, baseado no romance homônimo de Alice Hoffman (1995), tornou-se um fenômeno cultural não apenas pelo elenco estelar, mas pela forma como capturou a essência da irmandade feminina e do misticismo doméstico. As personagens de Wood e Artrip, embora coadjuvantes, eram fundamentais para a narrativa: Kylie, a mais reservada, e Antonia, a rebelde, representavam a dualidade das Owens jovens. Sua ausência em Practical Magic 2 — adaptado do livro The Book of Magic, também de Hoffman — não é apenas uma mudança de elenco, mas uma ruptura no DNA emocional da franquia.
Wood, que seguiu carreira com papéis em Thirteen, True Blood e Westworld, sempre carregou o título de "irmã Owens" com orgulho. Em 2025, ela já havia deixado claro em suas redes sociais que ofereceu ajuda, mesmo que fosse apenas para uma participação simbólica. "Eu teria voltado feliz com minhas irmãs", repetiu, reforçando que a decisão não partiu dela. A Warner Bros., por sua vez, optou por um rebranding: Joey King, conhecida por The Act e The Summer I Turned Pretty, e Maisie Williams, ícone de Game of Thrones, foram escaladas para dar uma nova energia ao universo.
Por que isso importa
"É triste perceber que uma franquia que viveu do carisma de suas atrizes originais — especialmente aquelas que cresceram com os personagens — agora prefere apagar parte de sua história em nome de uma suposta reinvenção. A decisão de não chamar Evan Rachel Wood e Alexandra Artrip não é apenas uma questão de elenco: é uma negação do legado emocional que *Practical Magic* construiu com seus fãs ao longo de quase 30 anos. Quando uma franquia substitui suas raízes por rostos novos sem um propósito narrativo claro, ela corre o risco de perder não apenas os antigos admiradores, mas também a essência que a tornou especial."
A reinvenção ou a perda do que já funcionou?
O novo Practical Magic 2 promete seguir The Book of Magic, mas Wood questiona se a adaptação está alinhada com o material original. "Li o livro e parece que eles não estão seguindo a obra. Acho que, no livro, faria sentido me trazer de volta; na forma como estão refazendo e abordando, não faz", afirmou. A crítica não é apenas pessoal: é um alerta para como as adaptações literárias têm lidado com suas bases.
Bullock e Kidman retornam como as irmãs Owens adultas, enquanto Stockard Channing e Dianne Wiest reprisam seus papéis como as tias excêntricas. O restante do elenco, no entanto, é composto por novos nomes, o que levanta dúvidas sobre a continuidade do tom original. Practical Magic era um filme sobre família, magia e segredos femininos — temas que, se não forem respeitados, podem transformar a sequência em um mero produto comercial.
O impacto para os fãs e o que vem por aí
A exclusão de Wood e Artrip não passa despercebida. Para quem cresceu com o filme, a notícia reacendeu memórias de uma época em que o cinema familiar ainda tinha espaço para o misticismo suave e as irmãs Owens. A decisão da Warner Bros. pode alienar parte do público original, que enxergava na franquia um símbolo de nostalgia e identidade.
Enquanto isso, Wood segue com seus projetos. Em agosto de 2026, estreia The Shards, série da FX onde interpreta uma mãe rica nos anos 1980. Embora não seja um papel de bruxa, a atriz continua conectada ao universo sobrenatural — especialmente após seu trabalho em Westworld. Para os fãs de Practical Magic, resta torcer para que a sequência encontre um equilíbrio entre inovação e respeito ao passado.
O que acompanhar a seguir:
- 11 de setembro de 2026: Estreia de Practical Magic 2 nos cinemas. Assista ao trailer oficial e veja se a nova direção consegue resgatar a magia do original.
- Agosto de 2026: estreia de The Shards na FX, com Evan Rachel Wood no papel principal.
- Alice Hoffman: A autora do livro original pode comentar a adaptação em entrevistas ou redes sociais, oferecendo insights sobre o processo criativo.
- Redes sociais: Fãs de Practical Magic já estão organizando petições e discussões online para pressionar por mudanças no elenco ou, pelo menos, por participações especiais das atrizes originais.
Conclusão: magia ou marketing?
A decisão da Warner Bros. de substituir Evan Rachel Wood e Alexandra Artrip em Practical Magic 2 não é apenas uma escolha de elenco — é um teste de como Hollywood lida com o legado de suas franquias. Enquanto empresas apostam em reboots para atrair novas audiências, Practical Magic prova que, às vezes, a magia está justamente naquilo que já funcionou. Resta saber se a sequência conseguirá equilibrar inovação e nostalgia, ou se será mais um exemplo de como o cinema atual prefere apagar o passado em nome de um futuro desconhecido.
Uma coisa é certa: quem cresceu com Kylie e Antonia Owens jamais esquecerá o brilho daquelas irmãs — mesmo que agora sejam interpretadas por outras atrizes.

Fonte original: variety.com