Control Resonant: O novo jogo da Remedy será o dobro mais longo que o original — e isso é ótima notícia
Remedy revela que Control Resonant terá 30 horas de experiência principal e até 50 horas em speedrun completo, superando o original. Saiba os detalhes e o que e
Control Resonant: A Remedy está dobrando a aposta — e os fãs vão amar (ou se assustar)
Em um ano de 2026 que já viu reviravoltas no mercado de games — de quedas históricas de receita da Microsoft a lançamentos de franquias que mudaram a indústria — a Remedy Entertainment acaba de dar um recado claro: preparar o cronômetro. O aguardado Control Resonant, sequência direta do aclamado Control (2019), não será apenas uma extensão do universo sobrenatural da FBC (Federal Bureau of Control): ele será imensamente maior. Segundo informações reveladas pelo designer líder Sergey Mohov para a TechRadar, o núcleo narrativo principal do jogo já ultrapassa 30 horas de duração, enquanto uma run completa (incluindo side quests e conteúdo bônus) deve atingir cerca de 50 horas. Para colocar isso em perspectiva: o primeiro Control levava em média 12 horas para ser concluído na história principal, e mesmo speedruns de completionistas não passavam de 30 horas.
A notícia não é apenas um trivia para fãs obsessivos — é um marco que redefine as expectativas para sequências de jogos narrativos. Afinal, enquanto franquias como The Last of Us ou God of War já exploravam expansões significativas em seus sequentes, Control Resonant está prometendo um salto quantitativo e qualitativo radical. E mais: enquanto o original era um metroidvania urbano confinado ao icônico Oldest House, o novo título leva a ação para as ruas de Nova York, em um ambiente que, embora não seja open-world tradicional, oferece zonas abertas e estruturas de jogo projetadas para exploração livre.
Por que o tamanho importa — e muito
*"Control Resonant não é apenas um jogo mais longo — é um jogo que finalmente entrega o que o primeiro sugeria: um mundo vivo, interconectado e cheio de segredos. Quando você tem uma equipe que já provou com *Alan Wake 2* que consegue segurar 20 horas de narrativa linear sem perder o fôlego, 30 horas de uma experiência mais aberta e ramificada soam não só viáveis, mas necessárias."* > > — Sergey Mohov, designer líder de *Control Resonant*, em entrevista à TechRadar
Mas por que isso importa? Para entender, precisamos voltar ao contexto do primeiro Control. Lançado em 2019, o jogo foi um divisor de águas: uma mistura de tiro em terceira pessoa, poderes psíquicos, uma estética surreal inspirada em David Lynch e uma narrativa que bebia diretamente do mito lovecraftiano e da burocracia governamental obscura. Foi aclamado pela crítica e pelos fãs, mas também limitado por sua estrutura fechada — o Oldest House, embora intricado, era um hub com portais para zonas menores. O resultado? Um jogo curto, mas denso, que exigia múltiplas jogadas para absorver todos os easter eggs e detalhes.
Control Resonant chega para corrigir essa equação — ou, pelo menos, para tentar. Com um ambiente externo (as ruas de NYC) e um sistema de missão mais aberto, a Remedy está apostando em dois pilares: liberdade de exploração e profundidade narrativa. O designer Mohov destacou que o mapa foi projetado em "zonas abertas", permitindo que jogadores abordem objetivos de múltiplas formas — seja investigando pistas em um prédio abandonado, desvendando mistérios em um hospital psiquiátrico ou simplesmente se perdendo em um labirinto de escritórios governamentais.
O peso da comparação: Alan Wake 2 como termômetro
Fãs de Control sabem que a Remedy tem um histórico de jogos narrativos densos. Mas foi em Alan Wake 2 (2023) que a desenvolvedora provou que consegue segurar uma história longa sem perder o ritmo. Embora Alan Wake 2 seja um jogo linear, com cerca de 20 horas de duração total, ele conseguiu equilibrar tensão, atmosfera e gameplay de forma exemplar. Já Control Resonant, embora mantenha a identidade visual e temática do original, está se afastando do modelo de narrativa fechada — e isso pode ser tanto um acerto quanto um risco.
Analistas da indústria apontam que o maior desafio da Remedy agora é evitar a síndrome do "jogo longo, mas vazio". Jogos como Cyberpunk 2077 ou Assassin’s Creed Valhalla provaram que expansão não é sinônimo de qualidade. No entanto, a Remedy tem uma vantagem: ela domina o level design de ambientes claustrofóbicos, misteriosos e cheios de detalhes. Levando a ação para fora do Oldest House, a empresa precisa garantir que cada zona nova (como um bairro de Nova York, uma estação de metrô abandonada ou um complexo militar) seja tão rica quanto os interiores do primeiro jogo.
O que muda para os fãs — e o que vem por aí
Para os jogadores que adoraram Control, a notícia é animadora. Afinal, muitos reclamaram que o jogo original era curto demais — e agora, com Resonant, a Remedy está respondendo com uma experiência que promete ser mais de quatro vezes maior em conteúdo principal. Mas há um contraponto: jogadores casuais, com empregos e famílias, podem encarar as 30 horas mínimas como um obstáculo. Nas redes sociais, já há comentários como: "O primeiro já era perfeito, e tinha dois DLCs. Agora vão encher de conteúdo opcional que ninguém vai fazer?" — um sinal de que a Remedy precisa equilibrar bem a ambição com a acessibilidade.
Outro ponto de atenção: o sistema de combate. O primeiro Control era conhecido por seu gunplay preciso, poderes telecinéticos e um estilo de luta que lembrava Max Payne em câmera lenta. Resonant promete um sistema de ação-RPG, com mais opções de personalização e habilidades. Isso pode agradar quem quer mais profundidade, mas também corre o risco de afastar quem gostava da simplicidade do original.
Datas, plataformas e o que observar agora
- Lançamento: 24 de setembro de 2026
- Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (Steam e Microsoft Store)
- Preço sugerido: Ainda não confirmado, mas espera-se que siga o padrão de jogos AAA (entre R$ 250 e R$ 350 no Brasil)
Os próximos meses serão cruciais. A Remedy já começou a enviar copies para a imprensa, e prévias iniciais (como a publicada pela Polygon, que testou o jogo por 2,5 horas) indicam que o tom e a identidade visual estão intactos — mas com muito mais espaço para respirar. Os fãs devem ficar de olho em dois momentos-chave:
- Agosto de 2026: Lançamento de daily builds para testadores, onde poderão ser revelados novos detalhes sobre mecânicas e conteúdo.
- Setembro de 2026: Aproximação do lançamento, com trailers finais e gameplay completo em eventos como a Gamescom ou Tokyo Game Show.
O futuro do "Remedyverse" — e por que isso pode ser apenas o começo
Control Resonant não é apenas um jogo — é um teste. A Remedy está apostando que pode escalar sua narrativa e gameplay sem perder a essência que tornou Control um clássico cult. Se der certo, a empresa pode estar pavimentando o caminho para um universo ainda maior, talvez até mesclando elementos de Alan Wake, Max Payne e Quantum Break em um mesmo multiverso interconectado.
Para os fãs, isso significa mais horas de entretenimento — mas também mais responsabilidade. Jogar Resonant não será um compromisso de uma tarde: será uma maratona. E, pela primeira vez, a Remedy está colocando a mão na massa para garantir que essa maratona valha a pena.
O que vem depois de Control Resonant?
- Setembro 2026: Lançamento oficial do jogo.
- Outubro 2026: Possível DLC ou season pass com novos conteúdos (especulação baseada em padrão da Remedy).
- 2027: Discussões sobre Control Resonant 2 ou spin-offs, caso o primeiro título seja um sucesso comercial e crítico.
Se a Remedy acertar, Control Resonant pode se tornar não apenas o sucessor espiritual de Control, mas o marco de uma nova era para jogos narrativos — onde a extensão não é sinônimo de preenchimento, mas de riqueza. E isso, meus amigos, é uma promessa que vale cada hora de espera.

Fonte original: www.polygon.com