Assassin's Creed Odyssey tem pico de jogadores após sucesso de 'The Odyssey' de Nolan
A onda de 'The Odyssey' no cinema impulsionou Assassin's Creed Odyssey, com aumento de 90% nos jogadores em julho de 2026 e 233 mil usuários ativos.
O cinema reescreve os rankings: como 'The Odyssey' de Nolan salvou um game de 2018
O lançamento de The Odyssey (2026), a adaptação cinematográfica de Christopher Nolan sobre a obra de Homero, não foi apenas um marco para o cinema — foi um boom inesperado para a indústria de games. Em julho de 2026, Assassin’s Creed Odyssey (2018), que já havia conquistado críticos e jogadores com sua recriação ambiciosa da Grécia Antiga, viu seus números de jogadores explodirem. Segundo dados do analista Rhys Elliot, da Alinea, o jogo registrou um aumento de 90% no número de jogadores ativos em julho, atingindo a marca de 233 mil usuários simultâneos em todas as plataformas. Um feito notável para um título que não recebia atualizações significativas há cinco anos.
A coincidência não é mera sorte. The Odyssey, estrelado por Barry Keoghan e Florence Pugh, não apenas reviveu o interesse pelo poema épico de Homero, mas também serviu como um sinal verde para jogadores que buscavam experiências imersivas no cenário grego. E Assassin’s Creed Odyssey oferece exatamente isso: um mundo aberto repleto de mitologia, locais icônicos e criaturas lendárias — do Palácio de Odisseu ao Ciclope. A conexão entre o filme e o game é tão direta que os dois quase se tornam complementares.
Por que isso importa
"O sucesso de *The Odyssey* não é apenas um fenômeno cultural momentâneo, mas um lembrete de como o cinema e os games podem se influenciar mutuamente. Quando uma obra atinge o público em massa, ela abre portas para franquias que, de outra forma, permaneceriam restritas a nichos. *Assassin’s Creed Odyssey* não é um game novo, mas a exposição gerada pelo filme da Warner Bros. o transformou em uma opção *must-play* para quem saiu do cinema querendo mais."
De Homer a Ubisoft: uma franquia que já nasceu mitológica
Assassin’s Creed Odyssey foi lançado em outubro de 2018 pela Ubisoft como o décimo primeiro título principal da série, mas também como um divisor de águas. Ao contrário de seus predecessores, que se passavam em períodos históricos mais recentes (como a Renascença ou a Revolução Americana), este game mergulhou de cabeça na Grécia Antiga (431–422 a.C.), durante a Guerra do Peloponeso. A decisão não foi apenas narrativa: foi uma aposta ambiciosa em um cenário ainda pouco explorado nos games.
A Ubisoft Quebec, estúdio responsável pelo desenvolvimento, não poupou esforços. O jogo mapeou regiões como Atenas, Esparta, Delfos e a ilha de Ítaca com um nível de detalhes impressionante, incorporando não apenas a geografia, mas também a cultura, a política e até a mitologia da época. A trilogia de Assassin’s Creed Origins (Egito) e Assassin’s Creed Odyssey formou um trilogia histórica que redefiniu o que os jogadores esperavam de um open-world.
O DLC que virou culto: Lost Tales From Greece
Em 2019, a Ubisoft lançou Lost Tales From Greece, um pacote de DLC que expandiu ainda mais o universo do game. Entre as novidades estavam:
- Criaturas lendárias: O Ciclope, as Harpias e até o Minotauro ganharam novas missões.
- Paródias do poema: Uma missão específica satiriza momentos clássicos da Odisseia, como o encontro de Odisseu com os Ciclopes.
- Conteúdo educacional: O modo Discovery Tour (inicialmente lançado para Origins) permitia explorar a Grécia Antiga sem combate, como um tour virtual guiado.
Esse DLC, em particular, ganhou vida nova após o lançamento do filme de Nolan, pois muitos jogadores passaram a revisitar o conteúdo em busca de conexões diretas com a obra de Homero.
O fator Nolan: por que The Odyssey impulsionou o game?
Christopher Nolan não é conhecido por fazer adaptações diretas — sua versão de The Odyssey é uma releitura sui generis, com elementos de ficção científica e uma narrativa não-linear. No entanto, o filme trouxe três fatores que impulsionaram Assassin’s Creed Odyssey:
- Exposição massiva: The Odyssey (2026) arrecadou mais de $1,2 bilhão mundialmente, tornando-se um dos maiores sucessos do ano. A mídia global cobriu o lançamento extensivamente, e games baseados em mitologia grega foram citados em inúmeras matérias.
- Busca por experiências complementares: Jogadores que saíram do cinema querendo mais Grécia Antiga não precisaram procurar muito. Assassin’s Creed Odyssey é o segundo resultado mais procurado no Google quando se pesquisa por jogos semelhantes a The Odyssey, atrás apenas de Hades (2020).
- Acessibilidade financeira: Com preços abaixo de $20 em promoções frequentes (e disponível gratuitamente para assinantes de serviços como PlayStation Plus Extra e Xbox Game Pass), o game se tornou uma opção atraente para quem não quer investir em títulos AAA recém-lançados.
Plataformas em destaque: o Xbox Game Pass como salvador inesperado
Segundo Elliot, a maior parte do pico de jogadores veio de Xbox, onde Assassin’s Creed Odyssey está incluído no Game Pass. A Ubisoft não confirmou números específicos, mas é provável que a maioria dos novos jogadores tenha chegado através da assinatura, aproveitando a promoção para experimentar um game que, de outra forma, poderia passar despercebido.
Curiosamente, o game não está disponível nativamente no Nintendo Switch, o que levanta especulações sobre uma possível versão para o Switch 2, previsto para outubro de 2026. Se a Ubisoft decidir apostar em um remake ou reedição, o console da Nintendo poderia ser um dos principais alvos, dada a popularidade do game entre os fãs de RPG.
O futuro: remake, remake ou apenas mais um pico?
O aumento repentino de jogadores reacendeu uma discussão antiga entre os fãs: será que a Ubisoft fará um remake de Assassin’s Creed Odyssey?
Fatos:
- O game já recebeu uma versão remastered para consoles de última geração (Assassin’s Creed Odyssey: Legacy of the First Blade em 2020).
- Não há anúncios oficiais de um remake ou reedição para Switch 2.
Rumores:
- Fontes não identificadas sugeriram que a Ubisoft estaria considerando uma versão para o Nintendo Switch 2, dada a falta de portabilidade do título atual.
- A popularidade do Assassin’s Creed Black Flag Remastered (2026) poderia servir como case de sucesso para uma reedição semelhante.
Análise:
Um remake de Assassin’s Creed Odyssey não seria apenas uma questão técnica, mas também narrativa. O game já oferece quase 100 horas de gameplay em uma campanha principal, além de dezenas de horas de conteúdo DLC. Um remake poderia explorar:
- Gráficos atualizados: Com engines como a Snowdrop (usada em Avatar: Frontiers of Pandora), o visual poderia ser radicalmente transformado.
- Narrativa expandida: Missões adicionais baseadas em mitos gregos não explorados, como a história de Jasão e os Argonautas.
- Multiplayer: A série recentemente voltou a explorar modos cooperativos (como em Assassin’s Creed Mirage), e um remake poderia reintroduzir elementos sociais.
No entanto, a Ubisoft tem se focado em novos títulos (Assassin’s Creed Shadows, previsto para 2027) e remasters de clássicos (Prince of Persia: The Lost Crown). Um remake de Odyssey dependeria de uma estratégia de longo prazo — algo que a empresa ainda não confirmou.
O que os fãs devem acompanhar agora?
Para os jogadores que se apaixonaram pelo universo de Assassin’s Creed Odyssey após The Odyssey de Nolan, aqui estão os próximos passos:
- Jogar o game base + DLC: Com preços baixos e promoções frequentes, é a hora ideal para experimentar a campanha principal e os conteúdos adicionais.
- Explorar o modo Discovery Tour: Se você quer uma experiência mais educativa (e sem combate), este é o momento perfeito para se aprofundar na Grécia Antiga.
- Aguardar anúncios da Ubisoft: Fique de olho em rumores sobre um possível remaster ou remake, especialmente se a empresa anunciar algo para o Switch 2.
- Descobrir outros games baseados em mitologia grega: Além de Hades (2020), títulos como Apotheon (2015) e Hades II (2025) oferecem experiências únicas no gênero.
Conclusão: quando o cinema e os games se encontram
O fenômeno de Assassin’s Creed Odyssey após The Odyssey de Christopher Nolan prova que, em 2026, a cultura pop não tem limites. Um filme de três horas pode redefinir os rankings de jogos lançados há quase uma década, desde que a conexão entre as obras seja clara e atraente. Para a Ubisoft, isso é uma vitória: um game que já era aclamado pelos críticos e jogadores agora ganha uma segunda chance de brilhar.
Seja pelo preço acessível, pela imersão na Grécia Antiga ou pela simples curiosidade de quem saiu do cinema querendo mais, Assassin’s Creed Odyssey voltou — e não vai sair tão cedo. Resta saber se a Ubisoft aproveitará a onda para dar ao game a atenção que ele merece, seja com um remake ou com novas promoções.
Uma coisa é certa: quando Nolan e Homero se encontram com Ubisoft, o resultado não é apenas cinema ou games — é mitologia moderna.

Fonte original: www.polygon.com